sobre mim
eu não comecei isso aqui porque “sempre sonhei”, comecei porque alguma coisa quebrou.
durante uns anos trabalhei no mercado de commodities agrícolas na Faria Lima, fazendo planilhas, contratos, navios, dólar, guerra, pressão. era um ambiente que valoriza performance, rapidez e resultado e eu joguei esse jogo. aprendi muito, ganhei casca, entendi como o mundo funciona quando dinheiro está na mesa, para além do ambiente acadêmico da PUC, onde cursei Relações Internacionais. mas também entendi o limite disso, e esse projeto nasce exatamente desse ponto de ruptura.
hoje, eu construo o Tropical Sublime e o Beatrips como uma tentativa muito consciente de reorganizar a minha vida. aqui eu trabalho com duas coisas que parecem distantes, mas não são, sendo astrologia tradicional e criação manual.
a astrologia que eu estudo é a tradicional, baseada em autores como Firmicus, Abu Ma’shar e Lilly . é uma linguagem simbólica que descreve ciclos, limites, potenciais e consequências. não é sobre “quem você é”, mas sobre como a vida se organiza ao seu redor e o que você faz com isso.
já o trabalho manual — costura, criação de peças, curadoria de produtos — veio como prática, disciplina e antídoto contra a ansiedade de quem passou anos vivendo no abstrato. existe algo muito concreto em pegar matéria-prima e transformar em algo utilizável. e ver isso se transformar na sua frente, devolve a auto-estima que se encontrava na bacia das almas.
no fundo, esses dois mundos conversam mais do que parece, ambos exigem tempo, repetição e respeito pelos processos. aqui, você vai encontrar:
– textos sobre astrologia sob uma ótica tradicional, sem simplificação excessiva
– reflexões sobre trabalho, dinheiro e escolhas de vida
– bastidores de construção de um negócio do zero
– viagens, estética e referências (com uma obsessão leve por Japão, organização e detalhes)
– e uma tentativa contínua de entender o que significa construir uma vida que faça sentido, não só que funcione.